"Tudo o que eu sou, tenho e vejo parece com teus gostos. Ontem mesmo no corredor do supermercado senti teu cheiro, olhei em volta e não te vi. Provavelmente você não passou por alí, tu não frequentas os mesmos lugares que eu. Estamos perto, mas andamos por ruas completamente opostas. Fui andar pra ver as paisagens que eu já conheço de cor, passei a vista no jornal na velha banca de revista perto da praça que eu nunca pude te levar, pra sentarmos no banco e ri pro nada, sorrir por tudo. Passei a vista no jornal e senti como se alguém fitasse os olhos em mim, um alguém muito igual a você, senti que os olhos que me fitavam eram longos e morenos feito os teus. Olhei em volta, não era ninguém. Fechei os olhos e senti teu cheiro, aquele de pele lavada misturada com um perfume doce, que eu não enjoava. Deve ser pela mistura do sabonete, do perfume e da tua pele, do cheiro que ela tem. Senti teu cheiro e essa já era a segunda vez em menos de um dia, voltei pra casa e me dei a escutar as musicas que a gente cantava, as musicas que me lembra de você, só pra aproveitar essa onda de saudade. O quarto ainda tem teu beijo, senti teu cheiro outra vez quando abri um livro, feito já cantara Adriana. Teu cheiro já era o meu, sentia demais até pra um dia só, o pior é que eu ando gripado há mais de 1 semana" ▼
Danilo Pinto
(Source: sexta-feira-blues, via sexta-feira-blues)